
O ex-zagueiro Pilão: ontem com a camisa do GFC e hoje com a dos veteranos de Paraguaçu Pta.

No grande time do Garça, temporada de 1986. E uma zaga que jogava muito, e impunha respeito, formada por Murador (lateral direito), Pilão (beque central), Deodoro (quarto zagueiro) e Curtis (lateral esquerdo); Em pé da esquerda para direita: Eli goleiro, Alex Murador, Wilson Prudêncio, Pilão, Deodoro e Curtis; Agachados: Ademir Mineiro, Gelson, Paulo Alves, Airton Rocha e Edson Ampola

Pilão e a ficha de atleta profissional do Garça FC., na temporada de 1988
Por Wanderley `Tico´ Cassolla
Revendo nosso album fotográfico de times e jogadores, cheguei a conclusão que 3 jogadores que envergaram a camisa do Garça ao longo dos anos, podem ser considerados como "Deuses da Raça". Pra variar, todos zagueiros, os antigos becões de espera.
Eles são do tempo "que o coro comia e jogador tinha que ir pro pau, não importa onde era o campo". Ou, quando marcava um atacante, "era bola ou bolim". Nos anos de 1960 era Agamenon Soares Galvão, nos anos de 1970, José Pedroso, e nos anos de 1980, Arlindo Mazzi, o "Pilão". Dos três somente o Pilão está entre nós, Agamenon e Pedroso, estão lá em cima, com certeza olhando o futebol aqui em baixo.
E justamente hoje, dia 31, no apagar das luzes de março, o coloradense o ex-zagueiro Pilão está aniversariando, completando 68 anos, muito bem vividos. O zagueirão jogou no Garça entre os anos de 1984 à 1989. Portanto, disputou 6 temporadas. Um "xerifão" raçudo, às vezes lateral, outras volante, era "pau pra qualquer obra". Com um ponto em comum: em qualquer posição suava pra valer a camisa em campo, honrava como ninguém a camisa do "Azulão".
Virou ídolo entre os torcedores garcenses. A sua carreira foi longa. Senão vejamos: começou no ano de 1.977, no júnior do São Paulo de Santo Anastácio/SP. Em seguida foi emprestado para o Corinthians de Presidente Venceslau, onde se tornou campeão da Copa Corinthians, competição estadual que reuniu times com o nome do alvinegro paulista. Retornou para Santo Anastácio, foi campeão amador estadual, e o time convidado para disputar a 3ª divisão de Profissionais, onde virou profissional.

No Paraguacuense, temporada de 1990; os jogos começavam às 15 horas e segundo o Pilão: "Tinha um sol pra cada um, o bambu lascava não tinha melzinho na chupeta, não"

Na comissão técnica do Paraguacuense, em 1998, trabalhando com Wilson Carrasco, que também foi técnico do Garça
Depois jogou no Beira Rio (Presidente Epitácio/SP), Paraguaçuense, Tupã, Chapecoense/SC, Botafogo de Xanxerê (SC), Juventude (SC), Operário de Tubarão (SC), Corumbaense (MS), 21 de Abril de Fátima do Sul (MG), São Paulo de Anastácio (SP), América Mineiro, União da Vitória do Paraná, e finalmente, a Paraguaçuense, no ano de 1.993, quando encerrou a carreira aos 35 anos de idade. Até se aventurou como treinador, dirigindo o Paranavaí (PR), VOCEM de Assis/SP, Paraguaçuense, Ranchariense (SP), Naviraiense (MS), e também foi auxiliar de renomados técnicos, dentre eles, Vagner Benazi, Orlando Bianchini, Zé Teodoro, Norberto Lopes, Brida, Edson Só, Wilson Carrasco e Celso Azevedo.

No "Toyotão" - Encontro dos jogadores "Garça Eternos" -, ao lado do companheiro e craque do Garça, João Luiz e do árbitro Marcelo Semenssato

Se o Pilãofoi craque em campo, hoje virou um craque num churrasco, principalmente quando o assunto é costelão
Quem pensa que o Pilão pendurou as chuteiras, está enganado. Continua correndo atrás da bola, no "Vida que Segue", time de veteranos acima dos 45 anos, da cidade de Paraguaçu Paulista, onde está morando. No lado profissional, trabalha numa escola local, como inspetor de alunos. Esportista ligado ao futebol, entendido no assunto, o Pilão torce para o Corinthians Paulista, e tem como ídolos Sócrates, e, hoje, Breno Bidon. Como ele nos revelou "Joguei bola muito tempo, mas os 6 anos que defendi o Garça, foi uma trajetória vitoriosa, que marcou para sempre a minha carreira". Um feliz dia de aniversário, Arlindo Mazzi, Pilão, o "Deus da Raça"!
Comentários
Postar um comentário
Comentário