sábado, 26 de setembro de 2020

Suíço garcense perde um dos seus mais carismáticos torcedores


Dorival Romualdo vai deixar enorme saudade


Em festa do Os Pior, ladeado pelo presidente Crisão e pelo técnico Zé Cláudio

É com enorme tristeza que comunicamos o falecimento do senhor Dorival Romualdo, 71, nesta madrugada. Para muitos era simplesmente o `seo´ Biscuí, fanático torcedor do Os Pior, visto sempre a cada rodada do futebol suíço envergando sua camisa do time do coração.

Segundo informação nos passada, ele teria passado mal durante a madrugada deste sábado (26) e vindo a falecer, vítima de infarto.

`Seo´ Biscuí tinha como características o fino trato com o próximo. Educado ao extremo e sempre bem humorado, era uma pessoa afável e extremamente simpática e agradável. Enfim, um torcedor que todo time teria que ter.

Desejo aos filhos Biscuí, Marcinho e Mara, além dos demais familiares, muita paz e entendimento neste momento tão delicado.

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Recordar é Viver: "João Luiz, um zagueiro `xerifão´"








Na coluna passada recordamos o Botafoguinho, time que fez sucesso na década de 60. Nesta semana recebemos outra foto, desta vez da Ferroviária, outra equipe que marcou época, e foi um dos grandes rivais do Botafoguinho. 

As duas agremiações eram bem organizadas, tinham equipes menores – infantil e juvenil – por isto sempre estavam revelando jogadores. Seus dirigentes não perdiam tempo, “vasculhavam” a cidade toda, nos campinhos da periferia, nas disputas entre escolas, e até mesmo observando a molecada jogando bola nas ruas da cidade. Conversando com esportistas que vivenciaram aquela época, todos foram unanimes em afirmar que a Ferroviária era a equipe a ser batida, bem estruturada, seja dentro ou fora dos gramados.
 
Montaram até sede própria, próxima a antiga agência da Volkswagen (SOTEBRA). Muito embora a Ferroviária não ganhou um título de expressão (campeão varzeano), contribuiu sobremaneira para o desenvolvimento do esporte menor garcense, sempre revelando jogadores. Recordamos o time da Ferroviária, que no dia 05 de janeiro de 1.964, disputou um interessante amistoso na cidade de Marília. Em pé da esquerda para direita: Issao (dirigente), Uchida (dirigente), Caparroz, João Luiz "Zico", Silvio Portelinha, Rôla Cassola, Victor Hugo, Jair Cassola, Chiquinho Voss e Jurandir (jogador profissional); agachados: Toninho Rossignoli, Emílio, Mário Abe, Jorge, Kiodi e Niltinho. Na foto está o mariliense Jurandir de Freitas, então jogador do São Paulo, nas décadas de 60 e 70. O vigoroso zagueirão, também defendeu a Seleção Brasileira e foi "bi-campeão" mundial de 58, na copa disputada no Chile.

JOÃO LUIZ, O XERIFÃO: Recordando jogadores que fizeram história no futebol garcense, quem não se lembra do João Luiz Corrêa Leite Moraes. Nascido na vizinha Marília, foi daqueles “beques” gigantes, no melhor estilo “xerifão”, um quarto zagueiro que não brincava em serviços. Como sempre falavam os técnicos da época: “sua missão é limpar a área, nada de brincadeiras e chutar pra tudo quanto é lado. Menos pro próprio gol”. O João Luiz começou a correr atrás da bola desde a infância. 

Pertencente a uma família de esportistas. O pai e irmãos eram apaixonados pelo futebol e principalmente pelo Corinthians. O irmão mais velho, o Hélio, foi um atacante (ponta direita) de destaque em nossa várzea nos anos 50/60, defendendo os principais times: Bandeirantes, Tiro de Guerra e Bar Antártica, campões da época. Já o João Luiz jogou mais tempo no futebol suíço, quando a modalidade começou a ser praticada na cidade, envergando as jaquetas do Expressinho RCG e da Sapataria Santo Antonio. 

Na época grandes times foram sendo montados: Kosminho, Independente, Eletrônica e Salão Carter. Os campeonatos eram disputados nos campos de terra, atrás do Hospital São Lucas. Recordamos o bom time da Sapataria Santo Antônio, do ano de 1.986, com “peladeiros” tradicionais, todos aqui da cidade. Nesta época teve a fusão do Expressinho com a Sapataria. Em pé, da esquerda para direita: Tineo, Luiz Conessa, João Luiz, Mario Funakawa, Carlos Bonfim, Luizão, Nivaldo, Antonio Conessa (presidente) e Valdir Roberto Menis (técnico), em substituição ao títular Clodolado Serzedelo, ausente neste dia; agachados: José Roberto (Rei do Campo) Zanon, Bofete, Milton, Manoel Pereira, Vado e Ridê. O garotinho com a mão no rosto é o Luiz Gustavo Aranha Conessa, então com 10 anos. Segundo o Luiz Conessa, a Sapataria Santo Antonio teve um forte time. E todos sabem que um bom time no futebol tem que ter uma defesa sólida. Alí o nosso “xerifão”, que carinhosamente era conhecido por Zico, se destacava sempre com grandes e seguras atuações”. João Luiz jogou bola até perto de completar 40 anos, enquanto “as pernas aguentaram” e tinha folego para marcar os atacantes contrários. 

No lado profissional, João Luiz foi professor da Rede Estadual de Ensino, lecionando por vários anos, até que conseguiu a merecida aposentadoria. Ainda continua ligado no futebol, sempre é claro, acompanhando o time do coração, o glorioso Corinthians. Com o tempo de sobra, segue curtindo os amigos e principalmente a família, o seu bem maior. Da esquerda para direita: filho Luizito, o neto Pedro, a nora Milena, com o Otávio no colo, e a esposa Miryan, a cara metade divina.

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Momento de relembrar uma grande conquista do CHG


Sub/15 do CHG, campeão em 2019


Caio foi o artilheiro máximo...


...enquanto Gah Teixeira foi o goleiro menos vazado

Época de entressafra do esporte local, devido à pandemia do Covid-19. Enquanto o segmento não retorna com suas atividades normais em Garça, fato que deverá ocorrer apenas em 2021, vamos relembrando alguns fatos esportivos marcantes.

Hoje vamos relembrar o CHG, que em 2019, pela Copa Regional do Bom Senso, cumpriu campanha sensacional. Além do time tere chegado ao lugar mais alto do pódio, destaques individuais se sobressaíram, como o goleiro Gah Teixeira, além do artilheiro, Caio Augusto.


Pênalti defendido e a festa começa com o título do CHG pela Copa Regional do Bom Senso

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Recordar é Viver: Botafoguinho, campeão juvenil de 1963






Por Wandeley `Tico´ Cassolla

Só foi circular esta semana nas redes sociais, uma foto do time juvenil do Botafoguinho, que já nos mandaram pedindo informações. E logicamente a tradicional pergunta: onde estaria o garotinho Mussi? Pois bem,  o nosso “Que Fim Levou”, numa alusão a mais famosa coluna da categoria, do santista Milton Neves, desvendou a enigmática foto.

Aí vai a formação do memorável Botafoguinho, campeão juvenil de 1.963: em pé da esquerda para direita: Mussi, Cascata, Osni Ramos, Alberto, Zé Francisco Egéa e Reinaldo Portelinha; agachados: Hélio Tercioti, Pique, Toninho, Zagati e Nenê Codonho. No comando do time o esportista Egídio, que muito fez pelo futebol garcense nas décadas de 60 e começo de 70.

Foi uma época que o nosso futebol menor viveu um grande momento. Uma várzea recheada de grandes times e jogadores. Com dirigentes dedicados e empenhados em montar as equipes, para participar dos campeonatos promovidos na cidade. Importante ressaltar que tinha o certame amador, e cada clube a obrigação de montar uma base (infantil ou juvenil). A garotada da época tinha no futebol o seu lazer preferido. Era só “beirar os campos” e mostrar uma certa habilidade com a bola. Em algumas situações todos  jogavam descalços nos campos de terra. Uma realidade bem diferente da atualidade.

Avançando no tempo, decorridos quase 60 anos, veja nos flagrantes como estão hoje, quatro ex-juvenis campeões, hoje “senhores setentões”, com muitas histórias dentro do futebol varzeano para contar: Mussi (boné de Corinthians) e Zagati; Portelinha e Helinho Tercioti, no violão. Uma curiosidade: todos bons de bola e  corintianos da “gema e do ovo”.

ZAGUEIRÃO XERIFE: José Jorge Mussi Neto, ou Mussi, era o titular na zaga do Botafoguinho, campeão juvenil. Um zagueirão que não brincava em serviço e comandava tudo lá atrás. Com um bom porte atlético, tinha boa impulsão, para tirar as bolas aéreas lançadas na área. Foi um dos trunfos do técnico Egídio na conquista do título. Além do Botafoguinho, jogou na Ferroviária, do presidente Galdino de Almeida “Duca” Barros. Mussi adorava praticar outros esportes, em especial o bola ao cesto (basquete) e futebol de salão (futsal), quando a bola era pesada. Disputou jogos intercolegiais e competições regionais representando a cidade no interior paulista. Outra boa recordação de Garça, vem dos tempos do Tiro de Guerra, quando prestou o serviço militar no ano de 1.967, sob o comando do sargento Adib Mures Saker. Deixou nossa cidade no ano de 1.969, com seus familiares. Atualmente mora em São Paulo, terra que escolheu para ficar e trabalhar. Durante muitos anos trabalhou na fábrica da Volkswagen. Hoje, nas horas de folga o seu destino é a cidade de Itanhaém, onde desfruta da merecida aposentadoria, curtindo uma boa praia do litoral sul paulista.

Mussi é filho do Sr. Antonio José Jorge Mussi, na década de 60, foi diretor do Grupão (Grupo Escolar Professor João Crisóstomo). Como faz questão de frisar, no futebol o Mussi, continua o mesmo fiel de sempre, desde os tempos de Garça, quando ouvia os jogos no radinho de pilha. Eternamente torcendo fervorosamente (agora na televisão, as vezes indo no campo), para o glorioso Corinthians Paulista, o último e legítimo campeão mundial invicto da FIFA.

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Morre ex-preparador físico do Garça FC


Dudu Silva, que começou no GFC, faleceu aos 49 anos


Em registro com Abel Braga, no Internacional, em 2006, quando atuou com auxiliar da preparação física do elenco que se tornou campeão do mundo; no colorado, Dudu ficou de 1996 a 2009 e a partir de 2010 começou a trabalhar com Mano Menezes
Crédito da Foto: Fernando Gomes - Agência RBS


Em foto raríssima com o GFC, Dudu Silva é o segundo em pé. Esse jogo foi em Vera Cruz em 1993, com a foto sendo enviada pelo ex-lateral esquerdo Rodrigo Dantas, o Diguinho


Muito respeitado no futebol profissional e integrante da comissão técnica de Mano Menezes, morreu nesta quarta-feira (16), aos 49 anos, o preparador-físico Eduardo Silva, o Dudu, vítima de aneurisma cerebraol. Ele estava internado desde o início do mês, quando sofreu um AVC durante um encontro de amigos. Sua passagem mais marcante foi o longevo trabalho ao lado de Mano no Cruzeiro, onde ficou de 2016 a 2019, conquistou por duas vezes a Copa do Brasil (2017/18). Também esteve com o treinador gaúcho no Corinthians, Flamengo, Shandong Luneng-CHI e Palmeiras e tentava se recuperar para também começar o seu trabalho junto ao Bahia. Natural da pequena Cajobi, na região de Catanduva, terminou o curso de Educação Física em 1995, em Catanduva. Sua pós-graduação foi na UNIFESP/SP e o mestrado na UFRS.

Início
Poucos se lembram, porém, o início da carreira de Dudu se deu no Garça FC, em 1993. Na ocasião ainda muito jovem, com 22 anos, ainda cursava a faculdade, que terminou apenas dois anos depois. Ele foi contratado pela diretoria, que tinha à frente o japonês Naotaka Honda, responsável pelo retorno do futebol profissional em Garça, após quatro anos de hiato.
Na ocasião, Eduardo Silva era o responsável pela preparação física do time principal e o técnico era Oldemar Elias, o Campos, que não vingou no futebol profissional.
Acessível, sempre sorridente e um grande estudioso do assunto, ele logo se afeiçoou com o então repórter da rádio Centro Oeste, Jorge Ismail, há anos radicado em São Luís, capital maranhense, de quem se tornou um grande amigo.
Nascia um grande profissional do futebol, que teve sua brilhante carreira interrompida de uma forma inesperada. 

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Será que ele mereceu a expulsão?


Após algum tempo, voltamos com a publicação de um vídeo. O mesmo diz espeito a um jogo de society, onde o goleiro acabou expulso pelo árbitro. A pergunta que deixo é a seguinte: será que ele mereceu a exclusão da partida?

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

A real situação dos campos do futebol suíço de Garça


Será que os campos do suíço ainda poderão ser utilizados pelos garcenses para a prática do futebol? 
Divulgamos na última semana, em absoluta primeira mão, posicionamento do Ministério Público Estadual sobre relatório onde ficou constatada a falta de acessibilidade no Conj. Pol. Manoel G. Chagas. A denúncia foi feita por conhecido cidadão garcense.
Abaixo, um panorama geral da situação:

Interdição - 
Na verdade, o local não foi interditado pelo MP. Ainda. Foi enviado um relatório à Prefeitura para um posicionamento oficial do Poder Executivo sobre a questão.

Prefeitura -
O Executivo se propõe a cumprir algumas exigências no local. As que são mais simples, pois se trata de local de propriedade do IAPEN, não do Poder Público municipal.

Planejamento -
A PMG abrirá uma dotação orçamentária para a execução das obras iniciais. As mesmas devem ocorrer até março de 2.021. Porém, o plano do Executivo é a criação de grande centro poli-esportivo no antigo CT do Garça, extensivo ao entorno do ginásio João Gonzáles. A previsão é de que, além dos campos, seja construída uma pista para caminhada, iluminação, vestiários e banheiros.

Prazo - 
Devido à complexidade desta mudança, saindo do atual local indo para o antigo CT, e a fim de que a próxima temporada não seja afetada, a Prefeitura solicitará um prazo para que o Conj. Poli-esportivo Manoel G. Chagas possa ser utilizado normalmente, ao mesmo tempo que as obras de transferência sejam executadas. Dependerá apenas do MP.

Barracas - 
Chamado no relatório do MP como `Praça de Alimentação´, o local onde sempre funcionou as barracas de pastel/espetinho/bebidas, também sofrerá alteração. E, ao que parece, não deverão mais poder ocupar aquele espaço. Mais uma consequência da denúncia feita pelo cidadão em questão.

Dúvidas - 
Com base nesta denúncia, uma nuvem de incertezas cerca a utilização do Conj. Pol. Manoel G. Chagas. Existem aqueles que acham que o local ainda receberá jogos pelo master e suíço. Para outros, o local, que mantém as características originais desde sua inauguração, em 1996, não sediará mais qualquer evento. Enfim, deixo claro neste final: o MP só age quando é acionado.

Promotoria de Justiça - O que disse o órgão:

"A Promotoria de Justiça de Garça instaurou o presente Inquérito Civil com a finalidade de verificar as condições de acessibilidade do Conjunto Esportivo Manoel Gouveia Chagas, a partir de informações que chegaram à Promotoria no sentido que tal Conjunto Esportivo não oferece adequadas condições de acessibilidade.

O Município de Garça informou que durante a semana são desenvolvidas atividades para as crianças e adolescentes e aos finais de semana há a realização de dois Campeonatos Society, aos sábados e domingos. Ainda é informado que o referido Conjunto Poliesportivo é de propriedade do IAPEN – Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Servidores Municipais de Garça -, e que por isto, há restrições legais para promover modificações que envolvam verba pública."