Recordar é Viver: "A minha temporada no SASP"

Ficha de inscrição pelo SASP, Campeonato Amador de 1975


Uma das formações do time há 51 anos; em pé (esq. p/ dir.), Nelsinho Semenssato, Plininho, Elton, Macalé, Canelinha, Zé Augusto e Osni; agachados (mesma ordem): Tiguinha, Tico Cassolla, Serginho 'Morto', Agrião e Cidão 


Intervalo de jogo no Platzeck, indo para os vestiários ao lado do lateral Plininho, aguardando pelas instruções do técnico João Truzzi 


Jogo no Platzeck sendo marcado pelo zagueiro João Carlos do Rodoviário 

Por Wanderley 'Tico' Cassolla 

Depois de 5 anos defendendo o Clube Atlético Ipiranga, onde iniciamos a carreira no Campeonato Amador em 1970 (sem ganhar nenhum título), decidimos mudar de time. Escolhemos o SASP - Sociedade Atlética Sentinela do Planalto -, do presidente Mario Okoti e do técnico João Truzzi, amigo de longa data e um estrategista no futebol.

A nossa meta, além de mudar de ares, era ser campeão amador pela vez primeira. Quem sabe, poderia dar resultado noutra equipe. Apesar de ter um bom elenco, por pouco o SASP não chegou lá, terminou na quarta-posição. 

O campeão amador de 1975 foi merecidamente o FRIGUS. Na decisão ganhou do Ipiranga na cobrança de penalidades máxima, depois de empate no tempo regulamentar em 0 a 0. 

Mas foi uma grande experiência disputar o campeonato pelo SASP, uma equipe recém formada, que no ano anterior, terminou como vice-campeã amadora. A grande campeã foi a Casa Ipiranga, comandada pelos esportistas Pedro Alves Netto e Gerson Pereira Ramos. 

Uma coisa é certa: se o SASP tivesse continuado por mais tempo, com certeza faria mais bonito e seria campeão. Vale recordar que no ano seguinte - 1976  -, nós retornamos ao C.A. Ipiranga, e ajudamos o time a ganhar o primeiro título de sua história, depois de 16 longos anos de espera (O Ipiranga foi fundado no dia 21 de março de 1960).

GOL OLÍMPICO: Mas foi no SASP que conseguimos marcar um gol inédito. O único em nossa carreira, de um total de quase ou pouco mais 1.000 gols. Com certeza absoluta é um dos mais difíceis para qualquer jogador marcar. O inédito gol foi na disputa do 3º e 4º lugar, jogo SASP x Casa Ipiranga, realizado no Platzeck. O goleiro era o xará, Tico Venuto. Só lembro que ventava muito naquela tarde de domingo, fazia um tempo carrancudo.

Estava numa disputa de bola pelo lado esquerdo, quando o lateral Bertinho tocou a bola para a linha de fundo, o juizão marcou escanteio. Como estava no lance e perdendo o jogo, decidi cobrar o escanteio.

Ao apito do juizão chutei, a bola subiu, e fez uma curva (graças ao vento), bateu no "segundo pau" e entrou. Na hora nem acreditei. Mas que foi gol, foi. Um lance que lembro ate hoje, não sai de nossa memória. Uma pena não ter sido registrado ou gravado!

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