Recordar é Viver: "Um fanático torcedor do GFC"


Tico Cassolla e o fanático torcedor do GFC, Silverio Garcia


Vidotti e Dinho Parreira foram lembrados pelo torcedor


Uma das formações do GFC acompanhadas por Silverio Garcia

Por Wanderley `Tico´ Cassolla

O Sr. Silvério Garcia é um esportista nato e um dos mais fiéis torcedores do Garça FC, o glorioso "Azulão da Alta Paulista". No auge dos seus 85 anos, o Sr. Silvério recorda com saudades e muito carinho dos tempos que assistia aos jogos do Garça. Batemos um bom papo.

Aos poucos ele foi revelando o seu lado torcedor. "Eu assistia jogos do Garça ainda no antigo Campo da Vila Williams, Ficava em frente ao Hospital São Lucas (se fosse hoje), ao redor ainda era um matagal, a arquibancada era de madeira".

Segundo o Sr. Silvério "o Garça jogava, o campo lotava. Era um verdadeiro alçapão, dificilmente perdia um jogo". Nesta época, segundo ele, os jogadores destaques eram o Altamiro, o Martim Carvalho e o centroavante Paraguaio, dentre outros. Depois, o Sr. Silvério passou a torcer no novo campo, o Estádio Municipal Frederico Platzeck.

"Lembro que foi inaugurado no ano de 1966, no dia do aniversário da cidade. Foi um festança, a cidade parou e todo mundo foi ao novo campo". E foi no Platzeck que o fanático torcedor, o Sr. Silvério viveu fortes emoções: "Assisti grandes jogos e duelos, principalmente os derbis regionais, contra o São Bento, o MAC e o Noroeste de Bauru. Tive a felicidade de ver grandes craques em ação. Presenciei a estréia do goleiro Waldir Peres (ainda era jovenzinho e cabeludo), o volante Helinho (tinha um bomba nos pés), o Itamar Belasalma (goleador nato) e Osmar Silvestre (batia faltas igual ou melhor que o Marcelinho Carioca)".

Galo Marangão, Biga Marangão e Jair Montemor, com a taça do vice-campeonato da `Terceirona´ de 1984

Nesta época quando tinha uma folga no trabalho, o Sr. Silvério fazia questão de assistir até os treinos. Depois de uma parada, o time voltou em 1984, graças ao empenho do presidente Antonio "Biga" Marangão. Segundo o Sr. Silvério, foi outra boa fase: "O retorno foi em alto estilo. Eu gostava de ver a zaga formada por Arengui, Pilão e Dinho Parreira, um paredão lá atrás, e muita raça em campo. Na frente tinha o centroavante Vidotti, era grandalhão, jogava com as meias abaixadas, sabia marcar gols. Não sei como ele não se firmou no Corinthians, de onde veio por empréstimo. Ah! E tinha também o goleiro Mamela, pegava muito, acho que jogava igual ao Waldir Peres".

A conversa ia prosseguindo, e o Sr. Silvério recordando dos fatos, um tanto quanto emocionado, graças à sua incrível memória: "Nos anos de 1990, o Garça novamente foi montado, e continuou fazendo bonito. Em 2000, quase foi campeão de novo. Perdeu o titulo aqui para o Nacional de São Paulo, num "Platzeck" lotado, e cheio de bandeiras azuis nas arquibancadas".

Hoje, como um eterno torcedor, fala tristemente da falta do futebol profissional na cidade e do "Platzeck" fechado. "Mas tenho esperança de um dia ainda ver o Garça jogando bola". O Sr. Silvério, nasceu em Bauru no ano de 1941, chegou em Garça junto dos familiares, quando tinha 6 anos de idade.. Para não sair mais, e se apaixonar pela cidade e pelo Garça FC.

Aqui trabalhou de eletricista, por conta e também com o Sr. Edson Sinfrônio de Araújo. E como um bom fiel, não desiste, continua acompanhando o futebol, torcendo para o Corinthians. Tem como ídolo no futebol o incomparável Pelé, o melhor de todos, disparadamente. Este é o Sr. Silvério Garcia, um brasileiro nato, um bauruense de nascimento, um garcense de coração. Acima de tudo um amante do futebol, um torcedor daqueles que merece um estátua. Valeu pela resenha, Sr. Silvério Garcia!

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