Recordar é Viver: "Um ex-jogador e dirigente com grande contribuição ao futebol suíço"


Tico Cassolla e Tonho Ozaia, que esteve à frente do Salão Cartes por muitos anos


No destaque: Liminha e Tonho Ozaia, jogo do Salão Carter, do técnico João Carlos Camacho, em Álvares Machado/SP e um empate suado: 6 a 6; Liminha marcou 2 gols, Tico 3 e Nôzinho 


Tonho Ozaia no time do Salão Carter, num jogo histórico contra a Petrobrás, em São Sebastião/SP, no interior da refinaria de petróleo; e uma virada também histórica: 4 a 3, depois de estar perdendo por 3 a 0

Por Wanderley `Tico´ Cassolla

Antonio Donizette Ozaia, foi jogador e dirigente do time do São Carter, na modalidade de futebol suíço. O Tonho Ozaia jogava tanto de goleiro como zagueiro. Junto com o irmão José Ozai, "tocaram" o Salão Carter/futebol suíço, por muitos e muitos anos. Um time que fez história no futebol suíço, época do `terrão´, quando a modalidade estava em ascensão na cidade.

Montado em 1979, a equipe teve uma bonita trajetória pelos campos, até quando encerrou as atividades, no começo de 2.000. Neste período, o Salão Carter foi campeão do suíço tradicional em 1991, com o técnico/palmeirense Mário Cazale, depois em 1996, sob o comando do corintiano Luiz Quine, no primeiro título do Conjunto Poliesportivo "Manoel Gouveia Chagas".

Se o futebol suíço vive hoje um ótimo momento, deve agradecer ao Salão Carter, que "comeu muita poeira" lá atrás.

Em 1987 o Salão Carter disputou a 2ª divisão do futebol amador e fez bonito: caiu na fase semifinal. Outra façanha do Salão Carter era disputar jogos intermunicipais e até interestaduais, como fez numa ocasião, quando jogou em Rolandia, no Estado do Paraná.

Durante a sua existência, muitos jogadores profissionais, de renome nacional, envergaram o manto carteano: Márcio Rossini, Bô, Ari Lima, Davi, Roberto Bertuço, Abegar, Cacá e Liminha, dentre outros. Há, e o Tonho Ozaia, depois de uma cirurgia no quadril, está em franca recuperação. Estuda até mesmo voltar aos gramados primeiro que o Neymar Jr.
Liminha, ex-Salão Carter, no glorioso time do C.R. Flamengo, em 1971

JOÃO CREVELIM: O Liminha, foi um dos grandes jogadores do glorioso C.R. Flamengo, do Rio de Janeiro. Era o volante tradicional, jaqueta 5, mais marcador do que atacante. Foi titular absoluto da posição entre 1968 à 1975. Disputou 513 partidas, com 250 vitórias, 145 empates e 118 derrotas.

Marcou 29 gols, um dos mais importantes sendo na decisão da "Taça Guanabara" em 1972, na goleada por 5 a 2 sobre o Fluminense. Muito aplicado técnicamente, ganhou dois apelidos: "Carregador de Piano" ou "Motorzinho da Gávea". No final dos anos 1960, era um dos mais experientes jogadores do Flamengo, quando o craque Zico subiu para os profissional e foram campeões estaduais em 1974. O meio de campo era formado por Liminha, Geraldo e Zico. João Crevelim, o Liminha, faleceu em 2013, com 69 anos.

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