terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Missão cumprida!




Uma história maravilhosa do jornalismo interiorano se encerra hoje. Com muita emoção, escrevo o meu último texto para o `Comarca´, veículo de comunicação nascido em 1935 e que me orgulho de ter colaborado por quase 29 anos.

Convidado pelo Tonhô que fui, passei a fazer parte da casa em 1989, quando as oficinas ainda funcionavam em prédio da Cel. Piza. Na época era tri-semanário, com impressão às terças, quintas e sábados. Um novo passo – gigante, se levarmos em consideração que estamos falando de um jornal em cidade com pouco mais de 40 mil habitantes – foi dado quando passou a ter periodicidade quase que diária. Foi um desafio a todos nós, ultrapassado, vencido e plenamente aprovado pela população em geral.

Um período de grande aprendizado, priorizando as coisas da cidade e o esporte que o garcense tanto adora. Como se esquecer de momentos únicos, como o suplemento que contou a história do futebol amador (2009) e suíço (2010), ambos feitos em parceria com o Tico Cassolla? Ou a série `Grandes Times´, onde focamos aqueles que mais se destacaram no amadorismo? O `Destaque Esportivo´, quando homenageamos semanalmente, dezenas de celebridades do segmento e suas façanhas no esporte local? E as loucuras que tive que fazer para enviar matérias durante os Jogos Regionais e Jogos Abertos do Interior?

Tudo entra para a história. Passou a fazer parte dos ótimos momentos vividos nesta casa e que me encheram de orgulho e satisfação, até por que como não me sentir envaidecido em saber que os textos escritos por mim estavam nas residências dos garcenses todos os dias?

Juro que procurei algumas palavras bonitas para me manifestar, mas acabei optando por um texto simples, totalmente espartano. Acho que palavras rebuscadas tem mais a ver com as minhas colegas Dorinha e Veridiana, que dividiram a redação comigo nos últimos tempos, com suas aulas diárias de jornalismo bem feito. Ou até mesmo o Tonhô, dona Marinês ou o Portela (diretor), pessoas que aprendi a respeitar e gostar a cada dia, que nunca se dirigiram aos funcionários como patrões, mas sim, como amigos mais experientes, sempre com conselhos pontuais, na hora certa. Aproveito e me despeço profissionalmente dos meus colegas Edivam, Ane, Jair, Helinho, Tico Cassolla, Ronaldo, Wanderléa, os meninos da distribuição dos jornais, enfim, todos que lá estavam. E também aqueles que por lá passaram, como o Chiquinho, Fábio Dias, Nando e Alessandro.

Tenho a certeza da missão cumprida. E levo comigo muita tranquilidade, pois tenho consciência de que tudo que podia ser feito, assim o foi.

Mas não posso negar: é um momento que eu sabia que ia chegar, mas desconhecia que estava tão perto. Infelizmente.

Marco Antonio Dias de Morais
Jornalista – MTE 77.490/SP