sexta-feira, 24 de março de 2023

Recordar é Viver: "A banda na festa de abertura do Campeonato Amador"

 


Por Wanderley `Tico´ Cassolla

Na semana passada recordamos como era a abertura dos campeonatos amadores do passado. Uma festa muito bonita, onde todas as equipes participavam. Era a apresentação dos jogadores antigos, bem como dos reforços para a temporada. Além, é claro, dos novos uniformes que os times usariam nos jogos. Um colorido todo especial, com um bonito visual. Após a apresentação, acontecia o “Torneio Início”, com jogos eliminatórios, disputados em tempo menor, geralmente 15 x 15 minutos. Dando empate, cobrança de pênaltis. Em caso de novo empate, o ganhador era definido na “moeda”, cara ou coroa. Até ser conhecido o primeiro campeão do ano.

Tem até a história tem uma partida, que a moeda caiu em pé, e, malandramente, o jogador pegou a moeda no chão e saiu gritando que tinha dado o lado que ele escolheu. O juiz confirmou o lance. Era jogo praticamente o dia inteiro. Confesso que disputei muitos torneios início, não parava nem para o almoço.

A coluna da semana teve grande repercussão, quando recordamos a festa que acontecia na abertura do Campeonato Amador, tendo como palco o Estádio Municipal “Frederico Platzeck”.

Muitas visualizações e comentários. Ainda no embalo da festa, recebemos algumas magníficas fotos, que hoje publicamos. Uma até como novidade: estamos fazendo o juramento do atleta, braço direito erguido, calculo que seja do ano de 1973. Na época, começava a despontar no futebol, defendendo o Clube Atlético Ipiranga. Para nossa alegria, ganharia o primeiro troféu de artilheiro do campeonato amador, quando tinha 16 anos. Depois repetiríamos o fato por mais 10 temporadas.

Na foto está o “pelotão de elite”, esportistas natos, que comandavam o futebol da cidade com competência e voluntariedade.

Da esquerda para direita conseguimos identificar: Ednalvo Cardoso de Andrade, Adalto de Paula, o prefeito Pedro Valentim Fernandes, Orlando Antunes Moreira, Sérgio De Stéfani, Juvenal “Barbeiro”, Pedro Kruzick, Valter “Palmital” Garcia, os árbitros Tio Antenor, Ranulfo José da Silva, Angelim Mantovaneli e Júlio Pavarini.





As outras duas fotos são fantásticas e históricas. A Corporação Musical “Santa Cecília”, comandada pelo maestro Geraldo Moisés, na pista do Estádio Municipal “Frederico Platzeck”, puxando a fila, na frente dos times integrantes do campeonato.

Na outra foto estão: Mourinha (técnico do Rodoviário), Ednalvo (técnico do Induscômio), Adalto de Paula, jogador do Paulista, Trivela (Frigus), Juvenal “Barbeiro” (treinador), Orlando Moreira (dirigente da CCE), Damião “repórter”, Sérgio De Stefani, João Truzzi (dirigente da CCE), e ao fundo Ivan Pinheiro, funcionário da Prefeitura.

No outro flagrante, estão os jogadores perfilados, também com braço direito erguido, repetindo o juramento do atleta.

De quebra, para abrilhantar ainda mais o evento, a banda (carinhosamente apelidada de “Furiosa”), tocaria o Hino Nacional Brasileiro, com todos os atletas cantando o hino mais bonito do mundo.

O primeiro time a direita é o Induscômio, o campeão amador de 1972. Consigo identificar. O primeiro é Béia Galvão, Washington, Rogério Guanaes, Ditão Ataliba, goleiro Cabrini, Sarará, Zequinha e Corinho.

Com um ótimo elenco, o Induscômio, comandado pelo técnico Ednalvo Cardoso de Andrade, se tornaria bi-campeão amador, vencendo na decisão, o forte time do Serenata.

Bons tempos que dificilmente voltarão. Outrora o futebol amador garcense era forte e competitivo, respeitado em toda região. Tinha grandes times e bons jogadores. Temos que convir que eram outros tempos. Hoje mudou muito, com o alto custo para se manter uma equipe. Uma das saídas foi migrar para o futebol suíço. A atual geração dos jovens, tem outros pensamentos, com mais diversão e entretenimentos. A falta do futebol profissional, o “Platzeck” com os portões fechados, são mais dois fatores, que contribuem para a não volta do futebol amador.