Recordar é Viver: "Um grande presente recebido das mãos de um palmeirense"

 

Tico Cassolla e Ari Beguine


Ari e o raríssimo álbum que foi presenteado ao Tico Cassolla

Por Wanderley `Tico´ Cassolla

Encontrei na cidade o grande esportista/palmeirense, o Sr. Ari Beguine e ganhamos um "presentaço" de Natal: Álbum Futebolístico de São Paulo, do ano de 1957, Volume "I" da Federação Paulista de Futebol, sob supervisão do jornalista italiano, Thomaz Mazoni.

Depois, em sua residência, tivemos aquele bate-papo sobre futebol. O Sr. Ari sabe e tem muitas histórias pra contar. Quanto ao álbum, é considerado "O mais completo documentário histórico sobre os clubes esportivos de São Paulo". Em suas mais de 330 páginas (frente e verso) recorda de todos os times do futebol paulista, dos campeonatos da 1ª, 2ª e 3ª Divisão de Profissionais e também os clubes amadores da capital. Um destaque especial vai para o Garça FC., registado em duas páginas, com fotos da diretoria do time, vista parcial do Estádio de Vila Williams, duas fotos do quadro principal do Garça EC, uma de 1932, a outra de 1950, e também uma foto do time da Imprensa Futebol Clube, então campeão varzeano. Uma verdadeira relíquia, publicada há 68 anos, que aos poucos iremos ir recordando em 2026 aqui na coluna.

ARI BEGUINE: Um garcense nato, hoje com 87 anos e muito bem vividos. Quem não conhece o Sr. Ari Beguine, ex-funcionário da CPFL/Companhia Paulista de Força e Luz, um torcedor fervoroso do Garça EC e Garça FC., dos bons tempos do futebol profissional na cidade?


Um registro que já tem 72 anos; Ari Beguine, no time do Água Branca, de Vila Salgueiro, posando com o troféu de campeão juvenil de 1953. Em pé, da esquerda para direita: Dona Elza, Coreano, Ari Beguine, Milton, Hélio, Toninho Foganholi, Osvaldo Calvo e José Fontes (dirigente); agachados: "Rebite Manzano", Alcides Rizi, Celso, Galego e Delecrode 

O Sr. Ari também jogou bola em sua juventude. Começou no juvenil do Água Branca, tradicional equipe que existiu em vila Salgueiro, depois jogou no Palmeirinha. Não demorou muito e foi para a várzea, onde defendeu as cores do Agro-Mecânica, Ferroviário da Estação da Paulista, Tiro de Guerra e novamente o famoso Água Branca, que tinha em seu elenco, os craques da época, dentre os quais, o Rubens Rossini, Vadinho, Alcides Rizi, Alfredo Malange e Lauder.

A carreira terminou quando ingressou na CPFL, devido às muitas atividades no serviço, que deixaram o tempo curto para jogar bola.

Os últimos chutes na bola foram no GRUP/Grêmio Recreativo União Planalto, clube que ajudou a fundar no dia 19 de agosto de 1.999, juntamente com os amigos Nivaldo Gianezi (ja falecido) e Nelson Fontes. Também foi um dos idealizadores da iluminação do campo society, inaugurada no 20 de maio de 2006, graças ao trabalho que sempre desempenhou na CPFL.

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