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| O sempre bem humorado Zu e Tico Cassolla |
Por Wanderley 'Tico' Cassolla
José Luiz Santos da Silva, o conhecido "Zu", é um abnegado esportista, que foi jogador, treinador, dirigente e colaborador no geral.
O Zu foi um goleiro tradicional, jaqueta 1, da época raíz do futebol suíço, dos campos de terra atrás do Hospital São Lucas. Apesar de jogar com proteção de cotoveleiras e joelheiras, até hoje tem as marcas, por causa dos saltos e pontes aéreas que sempre fazia para defender os chutes, depois caía naquele chão duro de terra batida.
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| Uma formação clássica da Eletrônica no tempo do "Terrão": Gilmar Mantovanelli, Zu, Galdino, Macalé, Carlinhos e Carlão; Bidu, Zezo, Afrânio, Nicola e Aníbal |
Segundo o mesmo, "foi mais um troféu e marca do futebol que ganhou para a posteridade". O Zu no suíço jogou no gol da Eletrônica, Love, Frigus, Transribas e Motorista. Mas antes, no Amador, também foi guarda metas da Casa Ipiranga e Gartec.
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| Como dirigente do Cavalcante (1° em pé, à esquerda), time vice-campeão do Amador em 1992 |
Também se aventurou no Campeonato Regional, promovido pela Liga de Marilia, como goleiro do Ocauçu. Agora, como dirigente, fez sucesso na presidência do Cavalcante Futebol Clube, entre os anos de 1990 à 1992. "Disputamos uma final memorável contra o Flamengo (perdemos por 1 a 0, gol do Dinho Parreira, cobrando falta), no campo do Garça. Nunca ví um "Platzeck" tão lotado e vibrante numa decisão de campeonato. O Cavalcante terminou como vice-campeão, porém, pelo que fizemos naquele ano, pra mim fomos campeões. Isto tenho comigo até hoje".
Como técnico, o Zu comandou o SEAC, Ferroviária, Kosminho, JP e Jafense, todos do suíço master. Na Jafense foi campeão da primeira Copa Lions/Taça Cidade de Garça na categoria Super-Master.
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| Zu e o lendário árbitro Moyses Rodrigues de Santana, durante o Torneio de pênaltis no Garça Tênis Clube |
UM ÚNICO GOL: Na difícil posição de goleiro, o Zu jogou por muito tempo. Viveu o auge da carreira no Amador. Entre os anos de 1970/1980, ganhou o apelido de "Zu Peres", numa alusão ao goleiro Waldir Peres, então no São Paulo FC. Segundo apuramos, ao longo da carreira marcou um único gol, porém, tomou pouco de mais 1.000 gols.
Segundo o Zu, todas bolas indefensáveis ou falha da defesa". Mas o tento solitário e histórico que marcou foi no jogo entre amigos na antiga Academia Work Body. O lance narrado pelo agora goleador: "Recebi a bola em devolução do meu lateral. Percebi que o goleiro Fábio "Batman" estava desatento e um pouco adiantado. De pronto, ajeitei a bola com os pés e bati de chapa, a bola fez uma curva incrível e caiu rapidamente "onde a coruja dorme", estufando as redes. Para desespero do Fábio, que na tentativa de defesa, acabou se enroscando na rede".
Foi aquela zoação depois do jogo e que continua até hoje. O Zu jogou bola até perto dos 62 anos, quando decidiu pendurar as chuteiras, ou melhor, as luvas, em razão do reflexo não ser mais o mesmo de antigamente. E também porque já sentia o peso da idade, dificultando os seus famosos pulos e pontes aéreas.
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| Ao lado do grande ídolo, o saudoso goleiro da seleção, Waldir Peres |
Entretanto, não se afastou totalmente e, na medida do possível, sempre colabora com os times na compra de uniformes ou doando bolas. Envolvido com o futebol, o garcense Zu é torcedor do Santos FC., e tem como ídolos os goleiros Felix, Raul, Manga, Leão, Mazaropi, além do conterrâneo Waldir Peres.





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