terça-feira, 26 de junho de 2018

Recordar é Viver: "A História das Copas e o título de 1958 na Suécia"








Por Wanderley `Tico´ Cassolla

A Copa de 1.958 foi disputada na Suécia, no período de 8 a 29 de junho, onde o Brasil conquistou o primeiro título mundial. E também revelou para o futebol, o maior jogador de futebol de todos os tempos: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. Países participantes: Brasil, Suécia, França, Alemanha Ocidental, País de Gales, União Soviética, Irlanda do Norte, Iugoslávia, Checoslováquia, Hungria, Inglaterra, Paraguai, Argentina, Escócia, Áustria e México.

Depois da tragédia na Copa de 1.950, o Brasil tentou o primeiro título na Suíça (1.954), terminando na sexta posição. Mas jogando em campos suecos, a seleção brasileira, sob o comando de Vicente Feola, conquistaria o título de forma incontestável, tendo a frente o ponta direita Garrincha e o gênio Pelé. Ficha Técnica da Copa: - Campeão: Brasil; vice: Suécia; artilheiro: Just Fontaine (França) 13 gols; Jogos: 35; gols marcados: 126; média de gols: 3,6/jogo; público total: 868.000; média de público por jogo: 24.800. Campanha do Brasil: - Jogos: 6 - vitórias: 5 - derrotas: 0 - empates: 1 - gols marcados: 16 - gols sofridos: 4 - classificação: 1º colocado - artilheiro: Pelé, com 6 gols. Delegação brasileira: Chefe: Paulo Machado de Carvalho. Goleiros: Gilmar (Corinthians) e Castilho (Fluminense). Laterais direitos: Djalma Santos (Portuguesa e De Sordi (São Paulo). Laterais esquerdos: Nilton Santos (Botafogo) e Oreco (Corinthians). Zagueiros: Bellini (Vasco), Orlando (Vasco), Mauro (São Paulo) e Zózimo (Bangú). Volantes: Zito (Santos) e Dino Sani (São Paulo). Meio campistas: Didi (Botafogo), Pelé (Santos), Moacir (Flamengo) e Dida (Flamengo). Atacantes: Garrincha (Botafogo), Joel (Flamengo), Vavá (Vasco) Mazola (Palmeiras), Zagallo (Flamengo) e Pepe (Santos). Técnico: Vicente Feola.

CURIOSIDADES: - Nesta Copa, o jogador Bellini, capitão da seleção brasileira, foi o primeiro a fazer o gesto de levantar a taça acima da cabeça. Ele fez isso a pedido dos fotógrafos, eternizando a cena, até repetidas pelos capitães campeões.

- No final da Copa, Paulo Machado de Carvalho, chefe da delegação brasileira, chamou o massagista Mário Américo e disparou: "Negrinho, eu quero a bola do jogo". Enquanto o time todo comemorava a vitória, Mário fugia com a bola debaixo do braço, driblando árbitro, dirigentes da Fifa e a polícia. Atualmente, a bola está no museu da Federação Paulista de Futebol.

- Brasil e Suécia, os dois finalistas, tinham os uniformes iguais: camisas amarelas e calções azuis. Um sorteio definiu quem trocaria de roupas, e o Brasil perdeu. Como não tinha uniforme reserva, teve que comprar as pressas as camisas em Estocolmo e bordar os números e escudo.

- Os dirigentes da antiga CBD (Confederação Brasileira de Desportos), deram uma tremenda mancada, não encaminhando a FIFA, os números das camisas dos jogadores. Eles foram escolhidos pelo uruguaio Lorenzo Villizio, membro do Comitê Organizador, que não conhecia nenhum dos jogadores. Curiosamente destinou ao garoto Edson Arantes do Nascimento, Pelé, o número 10. A partir daí a camisa ficou eternizado com a consagração ao maior atleta do século.

- Just Fontaine, jogador da França e artilheiro com mais gols em uma única Copa, nasceu no Marrocos. Como prêmio pelos 13 gols marcados recebeu um moderno fuzil de caça, o seu segundo esporte em ordem de preferência.

- No primeiro dia da concentração brasileira, os dirigentes descobriram que quem servia as mesas dos jogadores era uma linda moça local. Para os atletas não se entusiasmarem muito, o comando da seleção fez a moça tirar férias, pagas pela CBD (fotos CBF/net).