sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Recordar é Viver: "Ditinho, formando goleiros há 34 anos"














Por Wanderley `Tico´ Cassolla


Completar 34 anos numa mesma função não é para qualquer um. Mas para o garcense Benedito de Oliveira, o grande “Ditinho” (foto), é tarefa das mais fáceis. Uma função que só lhe traz alegrias e a certeza da missão cumprida. Durante todo este tempo o Ditinho vem trabalhando, de forma ininterrupta, treinando e formando goleiros, sempre de forma limpa e transparente. Em suas mãos já passaram uma infinidade de goleiros, o destaque maior é o Aranha (Ponte Preta). Por isto tem prestígio, muita “moral” e carisma nos clubes por onde passou, e consequentemente, no futebol do interior paulista. Ainda no final do ano passado a entrevista que concedeu a TV-Tem, afiliada Rede Globo de Bauru, foi considerada a melhor do esporte regional no ano de 2.017 (foto). Este é o Ditinho, literalmente, um grande treinador de goleiros e também uma grande pessoa, dentro dos seus l.30 metros de altura.

A seguir, você vai conhecer um pouco da sua história, escrita pelo próprio Ditinho, em rede social: “Primeiramente queria agradecer a DEUS pelos meus 34 anos de treinador de goleiros, iniciado em 1984, no Garça FC, que na época estava na 3ª divisão do campeonato paulista, cujo time já tinha disputado a 1ª divisão na década de 60. Após ficar seis anos no Garça fui para o Corinthians de Presidente Prudente. Depois isso tive passagem em 20 clubes, porém, desses 20 clubes voltei três vezes no Garça, três vezes no MAC, três vezes no União Agrícola Barbarense e três vezes no Taubaté. Porque estou falando isso?

Eu nunca fui goleiro, joguei de ponta direita no amador de Garça, por sinal os torcedores de Garça diziam que eu era bom para correr, driblar e chutar. Mas somente isso não bastava para jogar no profissional da época. Vim executar minha profissão de treinador de goleiro através de um convite feito por Carlos Alberto (Mamela), goleiro que veio do MAC, e no ano de 1984 estava no Garça (veja foto dos dois na equipe de 89 ). No mesmo ano, em 1984, o “Azulão”  subiu e teve acesso a 2ª divisão. No ano seguinte o clube trouxe Zé Mario, do Paulista (Jundiaí), que recentemente tinha parado de jogar. Por ser um treinador de goleiro mais experiente fiquei como seu auxiliar. Mas isso foi muito bom para minha carreira pelo fato deu ter aprendido muito com ele, tanto é que ele foi para o Palmeiras em 1991 e me convidou para fazer estágio com ele. Fiquei uma semana com ele e aprendi mais ainda. Porque estou falando tudo isso?

O futebol não mudou muito, as pessoas que querem inventar. Porque desde o goleiro até o centroavante é só trabalhar o fundamento do futebol. Eu vejo os goleiros brasileiros indo para bola para rebater e não pra segurar, sendo que a primeira opção é ir para pegar. Porque? Hoje em dia, os treinadores estão trabalhando o funcional e não fundamento do goleiro, estão trabalhando força ao invés de trabalhar o fundamento do goleiro.

Mês que vem irei por fundamento do goleiro, pois estão colocando na internet de maneira errada, goleiro fazendo a meia entrada e não a entrada toda. A entrada toda é o fundamento correto. O professor Valdir de Morais, que é o “pai dos treinadores de goleiros”, deve estar muito chateado ao olhar a internet vendo todas essas coisas que estão erradas. Até mesmo os narradores da TV/Globo falam que foi uma boa defesa, quando os goleiros rebatem a bola, engradecendo os goleiros em uma defesa. O correto é o goleiro segurar a bola ou rebater, igual o Taffarel, sem escândalo”. 

O Ditinho tem 7 acessos no futebol paulista e o goleiro Neto (Vocem/Assis, foto), treinado por ele, ficou 9 jogos sem tomar gols, no ano passado. Atualmente está no José Bonifácio, integrante da Série `B´ paulista (a mesma do Garça), fazendo parte da comissão técnica do inseparável amigo e técnico Paulo Cézar Santos, que comandou o “Azulão” no ano de 2.002.